A beleza dos artigos religiosos
Se retomarmos o começo da Bíblia Sagrada, no Gênesis, início de toda criação de nosso Amado e Divino Pai Eterno, poderemos notar que a experiência religiosa está muito unida a experiência do belo. Isso porque a beleza está no dia a dia dos filhos de Deus, na Palavra Encarnada, transcendendo a racionalidade humana e se colocando no caminho de luz junto ao pensamento e a fé, provando que uma vida em comunhão é uma vida mais bela.
Jesus Cristo foi a maior das representações da beleza, a do Todo de Deus em meio aos homens, em forma e esplendor, dando o exemplo de uma trajetória de amor e doação. A verdade e o bem se manifestam através dessa beleza, que em sua forma física, ou seja, na estética e na arte, perpassa as barreiras do material e são uma pura forma de glorificação ao nosso Senhor.
No batismo, assim como na primeira eucaristia e em todas as cerimônias religiosas que participamos, há símbolos que nos remetem a esse beleza divina: velas de batismo, crucifixos, pingentes, escapulários, medalhas de santos, terços. Esses símbolos nos imergem em uma dimensão espiritual e interior, também histórica e cultural, que acabam criando fortes laços de identidade que nos permitem enxergar além de sua materialidade ou valor terreno. Passamos a nos conectar com sua áurea, enxergando nos artigos religiosos os símbolos da relação entre o divino e o humanos e conhecendo melhor a nós mesmos.
Mas isso tudo só aparece para quem tem fé, e reza incessantemente para ter uma vida com Cristo e em Cristo, seguindo os preceitos do mandamento do Amor. A experiência religiosa pode ser bela, e a beleza, por sua vez, como diria o artista plástico Cláudio Pastro, abraçada na religiosidade, acaba sendo uma expressão de sua plenitude.




