FAMILIA E ESCOLA – O DESAFIO DA EDUCAÇÃO COMPARTILHADA

FAMÍLIA E ESCOLA

CONCORRÊNCIA OU PARCERIA

O DESAFIO DA EDUCAÇÃO COMPARTILHADA

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(ensaio – aberto a contribuições)
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ÍNDICE
1 – O DIREITO INDIVIDUAL DE DECISÃO
2 – RAZÃO DE SER E EXISTIR DE FAMÍLIA E ESCOLA
3 – CULPA VERSUS RESPONSABILIDADE
4 – PAPEL DA FAMÍLIA
5 – PAPEL DA ESCOLA
6 – PAPEL DO EDUCADOR
7 – CONCORRÊNCIA OU PARCERIA
8 – O DESAFIO
9 – COMPARTILHANDO O DESAFIO
10 – OBJETIVO ALCANÇADO OU CANSADO?
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1 – O DIREITO INDIVIDUAL DE DECISÃO
Antes de se falar das instituições família e escola, não podemos deixar de frisar o direito \’divino\’ do \’livre arbítrio\’ ou seja, o direito que todo ser humano tem de decidir por si mesmo o que e o como fazer de sua vida.
Como o presente tema tem como pano de fundo os filhos, há que se levar em conta o que melhor pode advir para a criação e formação deles, jamais coibindo ou impedindo o livre exercício desse direito inerente a todos nós, o direito e poder de decisão.
Ou seja, o aluno tem poder de decidir o que quer e o que não quer!
O livre arbítrio permite isso!
Mas se o nosso enfoque for obtuso a ponto de só enxergarmos esse direito, nenhuma argumentação adicional seria necessária.
Então temos, olhando sob o ponto de vista do poder individual de decidir e optar, os direitos de escolha:
- Da escola como instituição
- Da direção da instituição de ensino
- Do professor
- Do aluno
- Dos colegas do aluno
- Do pai e mãe do aluno
- etc.
Bem, é muita gente com direitos iguais! E muitas vezes esse direito de decidir, escolher, aceitar, rejeitar, protestar, etc. de um indivíduo ou grupo de indivíduos entra em conflito com o mesmo direito de outro indivíduo ou grupo.
Isso se chama vida em “SOCIEDADE” e nós, seres humanos vivemos e existimos como sociedade.
Em razão disso podemos dizer que existe um DESAFIO ao se tentar conciliar tantos direitos, tantas vontades, tantas expectativas…
“O meu direito acaba onde começa o do meu próximo”
A frase acima será nossa diretriz mestra ao tratarmos do assunto:
“FAMÍLIA E ESCOLA – CONCORRÊNCIA OU PARCERIA – O DESAFIO DA EDUCAÇÃO COMPARTILHADA”
Portanto vamos iniciar definindo porque existem as instituições “família” e “escola”

2 – RAZÃO DE SER E EXISTIR DE FAMÍLIA E ESCOLA
A vida em sociedade, exercendo e respeitando os direitos nossos e dos outros, fez surgirem instituições e aqui trataremos a família e a escola como instituições, separadas, porém com objetivos em comum.
INSTITUIÇÃO FAMÍLIA
O Pai e a Mãe, como chefes ou líderes da família, tem como direito e obrigação prover o necessário físico/material, emocional e sentimental para a devida e correta formação de seus filhos, afinal a família é composta por pais e filhos, filhos estes que se formarão como pessoas e indivíduos adultos e constituirão as suas famílias.
Portanto podemos, sob o enfoque atual, determinar que a razão de ser e existir da família é a criação correta, digna, produtiva e efetiva dos filhos com o propósito claro de prepará-los para a vida adulta e assim serem aptos como pessoas, profissionais e futuros chefes de família.
E esse é um direito da família, prover e cobrar que seus objetivos sejam atendidos, respeitados e cumpridos. Esse é direito e dever da instituição família.
Para o pleno exercício desse direito e dever surgiu outra instituição que tem o objetivo de dar suporte a família a fim de cumprir com seu dever:
INSTITUIÇÃO ESCOLA
A escola surgiu apenas porque as famílias têm filhos!!!
Imaginemos uma sociedade onde as famílias não gerassem filhos… Para que serviriam as escolas? Para que existiriam Professores?
Então a instituição escola existe porque a instituição família gera filhos e esses filhos precisam de preparação que nem sempre é possível a família prover.
Como Pai e Mãe, pense em quanto tempo e energia seriam necessários para vocês mesmos ensinarem matemática, física, geografia, biologia, português, etc. aos seus filhos, enquanto ao mesmo tempo tem que trabalhar para prover o sustento da família, trabalhar para manter a casa, roupa, alimentação, etc. organizados, prontos e em ordem?
Então surgiu a Escola como a grande aliada da família.
Com a escola o pai e a mãe podem delegar à escola o dever de ensinar as matérias/disciplinas que tanto tempo tomariam e ocupariam dos chefes da família.
Portanto podemos, sob o enfoque atual, determinar que a razão de ser e existir da escola é a formação correta, digna, produtiva e efetiva dos filhos da família com o propósito claro de prepará-los para a vida adulta e assim serem aptos como pessoas, profissionais e futuros chefes de família.
CONCLUSÃO
Fácil perceber agora como família e escola são duas faces da mesma moeda. São duas instituições diferentes, porém com a única razão de ser e existir: OS FILHOS!!!
Mas assim sendo, como podem existir crianças e adolescentes não bem criados, não bem ensinados, não bem preparados? Existe a família e existe a escola para que eles não sejam assim…
Existe culpa de alguém? A quem cabe a responsabilidade?

3 – CULPA VERSUS RESPONSABILIDADE
Entramos agora num tema bastante emocional: culpa e responsabilidade…
O capítulo anterior finalizou questionando a existência de crianças e adolescentes não bem criados, não bem ensinados, não bem preparados.
E existindo a família e existindo a escola para que eles não sejam assim… a quem cabe a culpa ou a responsabilidade deles assim serem?
Então me cabe neste capítulo, brevemente discorrer sobre a diferença entre culpa e responsabilidade antes de entrarmos no que cabe a cada instituição, família e escola.
CULPA
A culpa é apenas e tão somente um sentimento e um sentimento que independe de fatores externos.
Isso significa que eu ME sinto culpado ou não por determinada situação, acontecimento, etc.
Perceba que: eu ME sinto culpado. O sentimento de culpa surge dentro de mim mesmo, é criado por mim.
A única exceção é através de uma sentença judicial, quando o Juiz dá o veredicto de \’culpado\’ a um réu. E mesmo assim o réu sentir ou não \’culpa\’ é uma decisão pessoal dele.
A culpa, o sentimento de culpa, surge quase sempre em função de uma responsabilidade não cumprida.
RESPONSABILIDADE
Diferentemente da culpa a responsabilidade existe externa e independentemente de nossa vontade. A responsabilidade existe em decorrência de o que e de quem somos.
Se for médico, queira ou não, tenho a responsabilidade de cuidar de pessoas doentes ou vítimas de um acidente.
Se for pai, queira ou não, tenho a responsabilidade de cumprir com minhas obrigações de pai diante de minha família.
Se for educador, queira ou não, tenho a responsabilidade de educar na matéria e tema a que aceitei ou me propus a fazer.
Só me sinto culpado quando não exerço a responsabilidade.
Sinto-me culpado por acreditar ter feito menos do que poderia ou deveria.
Responsabilidade é fazer, tendo feito, não sinto culpa, mesmo que o objetivo não seja alcançado.
E porque não sinto culpa?
Porque exerci minha responsabilidade de forma plena!!!
Como nosso tema atual é Família e Escola quais serão as responsabilidades que cabem à família e quais cabem à escola?

4 – PAPEL DA FAMÍLIA
Assunto delicado e controverso.
Existe muito escrito, dito, falado e pregado sobre o tema.
Mas podemos nos ater as responsabilidades básicas da \’instituição família\’ e assim definirmos, mesmo que parcialmente, o seu devido papel no contexto presente que é a criação e preparação dos filhos.
No Estatuto da Criança e do Adolescente existe extenso material para discussão do papel da família ante a criação dos filhos, do nascimento à vida adulta.
Porém, serei mais coeso e tratarei apenas do básico e no que tange a relação família e escola.
O filho chega à escola em tenra idade (aproximadamente aos 6 ou 7 anos) e é nesse momento resultado direto do que a família fez dele, de como a família o criou até este momento.
Esse filho tem suas características sociais e personalidade formadas pela sua família. Até este momento a interferência externa era pouca, limita ou cerceada pela família.
Agora a família tem o papel, a responsabilidade de dar o suporte e apoio necessários para que o filho se desenvolva e corresponda ao aprendizado que será aplicado a ele na \’instituição escola\’.
APOIO
Apoiar o filho na sua carreira escolar envolve perceber que o filho, que até agora, tinha pouca ou nenhuma responsabilidade, passa a ter um grande volume de responsabilidades.
As responsabilidades que seus filhos tem em decorrência de estarem numa escola são grandes para eles!
Antes da escola os filhos têm pouca responsabilidade em especial responsabilidades que envolvam \’prazos\’.
Isso significa que eles precisam do apoio e supervisão familiar para saber lidar, sem que isso pareça um castigo, com os deveres e trabalhos escolares que, obviamente, tem prazos para serem feitos. Cumprir uma tarefa num determinado prazo exige que se abra mão de outras coisas. Essas outras coisas podem ser responsabilidades familiares, como ajudar na limpeza da casa, nos afazeres profissionais da família ou ainda podem ser programas de televisão ou momentos de descontração com amigos, parentes ou vizinhos que antes podiam ser feitos a qualquer hora e a qualquer momento.
Agora o filho terá que aprender, com o apoio da família a ter horários nos quais ele abrirá mão de seus gostos pessoais ou outras obrigações para cumprir com suas obrigações para com a escola. Sem o apoio e acompanhamento da família isso não acontecerá ou acontecerá parecendo ser um castigo. Em ambos os casos o resultado final, que é a boa educação e criação do filho, estará drasticamente comprometida.
SUPORTE
Como posso esperar que o dever ou trabalho da escola seja bem feito se, como família, não houver o suporte necessário?
Meu filho tem \’onde\’ estudar e realizar seus deveres e trabalhos? Um lugar da casa, qualquer que seja, que exista a ausência de distrações e o mínimo de conforto para ele se sentar e onde escrever, ler e estudar.
Meu filho tem \’estímulo\’ para realizar seus deveres e trabalhos? Eu, como pai ou mãe, incentivo, apoio, contribuo, elogio e reconheço seu empenho?
Um elogio vale mais que mil criticas!!!
Busque sempre o que elogiar, tenha certeza que seu filho tem muito que ser elogiado!!!
“Não faz mais que sua obrigação!” – A pior frase que ouço na vida!!!
Fazer a obrigação é cumprir com responsabilidades, ou seja, é vitória, é mérito, é motivo de festa e comemoração!!!
Tem você, pai e mãe, comemorado com seu filho o dever de casa feito dentro do prazo? Comemora com ele o ter feito uma capa do trabalho de escola bem elaborada e caprichada?
Isso tudo é o \’dar suporte\’ à educação escolar de seu filho.
O suporte tem de ser físico/material e emocional!!!
Outras inúmeras questões podem ser tratadas dentro do tema desse capítulo, mas para o contexto leve desse compêndio, iremos agora pensar no papel da escola…

5 – PAPEL DA ESCOLA
Outro assunto controverso e amplo.
No meu ver a escola como instituição é apenas e tão somente o meio de ligação entre o aluno e o educador.
Vejamos:
A família manda para a escola o filho, que ao entrar pelos portões da escola se torna \’aluno\’.
A escola recebe dentro de seus portões o aluno e o conduz ao educador (professor) para que o seu papel, o papel da escola, seja realizado.
Então o…
PAPEL DA ESCOLA
É receber o aluno e o educador em instalações adequadas para ambos.
A escola tem que fazer cumprir as normas e diretrizes impostas pelos órgãos regulamentadores do ensino no país.
Isso significa que a escola deve obrigação aos órgãos competentes do governo (sejam no âmbito municipal, estadual ou federal).
A escola também tem responsabilidades a serem cumpridas com a família do aluno.
O educador também cobrará da escola as responsabilidades da mesma para o bom exercício de sua função de educador.
Nesse triangulo, administrado pela escola, temos num vértice as leis que regem o ensino, em outro vértice a família e no outro vértice o educador, estando no centro do triangulo o aluno.
O papel da escola, portanto, é promover a harmonia entre os três vértices desse triangulo para assim dar o melhor rendimento à correta educação e formação do aluno.
E apenas quando ela consegue isso é que o seu papel como escola é cumprido.
A harmonia entre os três vértices permite que as leis que regem a educação sejam cumpridas, tais leis sendo cumpridas e a escola promovendo condições adequadas ao educador, ele (o educador) irá apresentar a matéria ou disciplina de forma digna, correta e competente. A família, no outro vértice desse triângulo, será avisada, comunicada, ajudada e orientada pela escola para dar o necessário apoio e suporte ao aluno.
Pronto!!!
Resultado perfeito: o aluno terá sido devidamente instruído nas matérias e disciplinas que a família esperava que fosse, estará ainda apto, o aluno, a dar sequência à sua formação como individuo e futuro profissional.
Mas para que tudo isso aconteça ainda temos que definir o papel do educador não é?

6 – PAPEL DO EDUCADOR
O educador é o super-herói da história! Afinal, família e escola colocam nele, no educador, a responsabilidade final de cumprir com a responsabilidade que cabe a família e a escola: EDUCAR
A escola conta com um plantel de educadores, um pra cada matéria ou disciplina.
Na verdade os educadores de uma escola formam um \’time\’ que quanto mais coeso for, melhor será o resultado final atingido.
A responsabilidade do educador se restringe TEORICAMENTE à sala de aula.
Uma frase me ocorre agora que é: “A teoria, na prática, é bem diferente!”
De fato, na teoria o educador trabalha apenas e tão somente dentro da sala de aula, com seu espaço físico e geográfico bem definido, com um limite de tempo igualmente pré-definido e ainda com um tema ou assunto (conteúdo programático) pré-estabelecido. Fácil, parece…
Na prática, o educador tem que \’driblar\’ uma imensidão de situações e circunstâncias alheias ao seu papel para tentar cumprir efetivamente com seu papel principal.
O educador recebe o aluno:
- que não está motivado pela família;
- que está emocionalmente abalado com situações e circunstancias alheias ao educador e sua matéria;
- que está com conflitos internos e/ou externos
- que não está \’enturmado\’ naquela sala/turma
- que… um sem número de situações alheias que deixam o aluno \’não pronto\’ para o aprendizado
Coloco-me no lugar do educador e então percebo esse grande desafio que ele tem!
Mas esse desafio é o que faz definirmos exatamente seu papel!
Então voltemos a definir o papel do educador:
O Educador tem o papel de educar, dentro de sua matéria/disciplina, os alunos, na estrutura existente, levando em conta todo o contexto social, político, governamental, emocional e excepcional que exista. Exercendo autoridade relativa, usando de empatia e expertise para, ao final, ter cumprido com seu papel e responsabilidade de educador.
Bem, até aqui não foi difícil escrever, pois tratei de fatos, a maioria de consenso pleno. Mas, agora entraremos em questionamentos mais profundos, pois até aqui apenas definimos a base teórica para agora entrarmos juntos na questão prática…
7 – CONCORRÊNCIA OU PARCERIA
Família e Escola devem ser parceiros ou concorrentes?
Pergunta óbvia e resposta igualmente óbvia: PARCEIROS!
Mas na prática…
Inconscientemente, família, escola, educadores e educandos (alunos) acabam abrindo franca concorrência, acaba existindo uma disputa. Disputa pelo que? Não sei… E nem importa pelo que, mas importa percebermos e detectarmos quando saímos da parceria e entramos na concorrência.
CONCORRÊNCIA
Em inúmeras questões e situações, o educador relata à direção problemas ou dificuldades com determinado aluno.
A direção, via de regra, emite solicitação de presença dos pais ou de um responsável pelo aluno para tratar da questão apresentada pelo educador.
Na atitude ou postura de concorrência, os pais e/ou responsáveis pelo aluno apresentam-se de forma reativa, ouvindo a situação já ‘municiados’ para rebaterem e colocarem a culpa na instituição escola ou na pessoa do educador.
Pior ainda quando partem para o ataque doméstico. Agressão física ao aluno, ofensas, opressão emocional, castigos físicos, geográficos ou temporais.
Ainda é atitude de ‘concorrência’ quando a direção da escola coloca o problema ou situação descrita pelo educador como um problema a ser resolvido sob a inteira responsabilidade da família. Sem observar ou estar atenta a qualquer circunstância envolvente.
Poderia continuar dando exemplos e mais exemplos de \’concorrência\’, pois a concorrência aqui é usada como termo para ser o oposto de parceria e não necessariamente de se estar competindo ou concorrendo com o mesmo objetivo.
Os exemplos acima mostram como um problema pode piorar em vez de melhorar ou como se pode apenas aceitar que existe um problema, que a responsabilidade da família, da escola e do educador não será cumprida, mas que ninguém tem culpa!!!
(já falamos de culpa e responsabilidade no capitulo 3)
PARCERIA
A atitude ou postura de parceria, tanto direção como família se colocam em posição ativa e não reativa.
Os pais e/ou responsáveis ao serem convidados a ir à escola, comparecem com prazer e entendem que este chamado tem o objetivo único de promover a melhoria de algum aspecto em seu filho, que é aluno da escola.
Após exposta a situação problema, juntos buscam a melhor forma de transpor a situação, revertendo-a ou ‘driblando’.
A escola pode fornecer dados importantes sobre a postura, atitude, amizades, relacionamentos e etc. do aluno.
A família pode fornecer outros dados igualmente importantes sobre as situações e circunstâncias extra-escolares do aluno.
Juntos e com base nessa troca de informação podem então, como parceiros efetivos, chegar a uma idéia mais completa dos ‘porquês’ de tal situação problema existir.
Tendo em mãos todo o contexto, definido ou imaginado os porquês, juntos poderão mudar a situação.
Jamais perdendo de foco que ambas, família e escola, só existem porque os filhos/alunos existem. Sendo a criação e educação deles o principal objetivo de ambas.
Bem, na prática tudo isso pode ser diferente.
Esses exemplos têm a única intenção de mostrar a diferença de postura da família, da escola e do educador quando se está em parceria e quando se está em concorrência.
Vale ressaltar que a responsabilidade de educar é compartilhada por família, escola e educador. Não se restringe em momento algum a apenas um desses.

8 – O DESAFIO
O DESAFIO DA EDUCAÇÃO
Educar é muito mais do que apenas e meramente ensinar.
O mundo está cheio de pessoas que se formaram no ensino fundamental, médio ou superior e nem por isso são melhores pessoas.
Não estão prontos como pessoas, como indivíduos, como cidadãos, como maridos e esposas, como pais e mães e nem estão prontos ou preparados como profissionais.
A responsabilidade da família não é ver o diploma do filho.
A responsabilidade da escola também não é apenas formar o aluno.
A grande e maior responsabilidade da Família e da Escola, sendo assim um desafio para ambos, é formar pessoas com todo o conjunto de \’saberes\’ envolvidos em se ser pessoa. Afinal ‘ser pessoa’ é mais do que ‘ser humano’.
O grande desafio está em educar para uma nova geração melhorada, aprimorada, com valores morais e éticos, além dos conhecimentos específicos das disciplinas.
O grande desafio da Família e da Escola é tornar crianças em homens e mulheres de verdade!

9 – COMPARTILHANDO O DESAFIO
O DESAFIO DA EDUCAÇÃO COMPARTILHADA
Educação compartilhada é a escola promover a união de meio e propósito entre os educadores e as famílias dos alunos, é na prática compartilhar a responsabilidade de educar.
Educar a ‘educação maior e mais profunda’ que acabamos de tratar no capítulo anterior.
O educador não tem a responsabilidade direta de ensinar o aluno a não falar palavrões, a ser educado e gentil, a ter caráter, a ter dignidade, a ter responsabilidade, etc.
A família não tem a responsabilidade direta de ensinar o filho matemática, geografia, português, etc.
Então precisamos compartilhar essa responsabilidade/desafio.
Um desafio normalmente é chamado de desafio por não ser fácil, não ser leve.
Por isso a necessidade de se dividir a carga, compartilhando o desafio de verdadeiramente educar.
Mas com o desafio da educação compartilhada, Escola (com seu time de educadores) e Família podem e devem compartilhar dessas responsabilidades de forma mútua. O educador pode ensinar bons modos e a família pode ensinar e participar nos deveres de matemática, português e etc.
Para que aconteça, basta família e escola estarem abertas para a parceria e não para a concorrência.
Entenderem que a escola é complemento útil e necessário da família e, a escola contar com o apoio e participação dos pais como complemento útil e necessário da escola.
Afinal, jamais podemos esquecer que nem família, nem escola existiriam se não fossem os filhos, que se tornam alunos e depois se tornam pais e se tornam educadores.

10 – OBJETIVO ALCANÇADO OU CANSADO?
Parece difícil não é?
Em alguns casos será de fato difícil!
Mas…
O cansaço da jornada se reverte em energia ao se perceber o objetivo alcançado.
Família: seu filho, hoje criança ou adolescente, amanha um homem ou mulher de verdade. Será motivo de orgulho, de satisfação e de absoluta e pura alegria!!!
Escola: seu aluno, hoje criança ou adolescente, amanha um homem ou mulher de verdade. Será motivo de orgulho, de satisfação e de absoluta e pura alegria!!!
Essa satisfação e alegria vêm do reconhecimento intimo de \’eu cumpri com minha responsabilidade\’!!!
Mas para esse objetivo maior ser alcançado e não cansado, a parceria Família e Escola pode e deve existir de forma coesa, firme, sólida, aberta e principalmente que a responsabilidade seja de fato e verdadeiramente compartilhada!!!

Paulo Nicolino
psicologo
paulo@nicolino.com.br

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