FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA PÁTRIA AMADA!

(07/09/2009)
Por João-Francisco Rogowski *

MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE, VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA.

Mais um ano decorreu desde que escrevi o artigo “A Maçonaria e a Revolução Farroupilha”, e, fico a me questionar sobre o que comemorar neste sete de setembro?
Assalta-me à mente a avalanche de manchetes relacionadas à corrupção política no Estado do Rio Grande do Sul e em outras regiões do país, tema recorrente que preocupa a todos quantos estejam engajados na luta pelo progresso da humanidade.
Neste sentido muito pertinente a “Carta da Maçonaria contra a Corrupção”.
O que comemorar?
Ao menos uma alegria, muito intensa, se apodera do meu ser ao constatar que podemos comemorar sim a imensa coragem do nosso povo, que não se cala, que não se acovarda que não foge a luta.
Combatentes Farroupilhas mais que nunca vivos e altivos, os Advogados Gaúchos se mobilizam na semana da pátria lançando um MANIFESTO em defesa da garantia do amplo acesso à justiça e pelo aprimoramento institucional do Poder Judiciário.
No dia de hoje rendo minhas homenagens a todos àqueles lutadores que travam batalhas quer seja no micro ou no macrocosmo, mas sempre em defesa da justiça, da solidariedade, da igualdade, da fraternidade, enquanto ideais de um mundo mais justo e perfeito.
A cada um eu digo hoje, continue, persevere, “seja forte e corajoso! Não te apavore, nem desanime, pois, o Senhor, o teu Deus, estará contigo por onde tu andar”. (Josué 1:9)

HINO NACIONAL
Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil! Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores.”
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva
Atualizado ortograficamente em conformidade com Lei nº 5.765 de 1971, e com
art.3º da Convenção Ortográfica celebrada entre Brasil e Portugal. em 29.12.1943.
*Jurista
E-Mail: rogowski@sapo.pt
www.canaleletronico.net

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