O ensino de Lingua inglesa no Brasil

Muitas são as razões para se aprender uma língua estrangeira, sejam elas econômicas, comerciais, sociais e etc., o que importa é que a preocupação em aprender e ensinar uma nova língua é muito antiga.

Há uma suposição de que as primeiras aprendizagens de uma língua estrangeira aconteceram pelo contato direto com o estrangeiro.

Conforme Germain (1993) as primeiras provas da existência do ensino de uma Segunda língua, surgiram a partir da conquista dos sumérios pelos acadianos, por volta do ano 3000 antes de cristo. A aprendizagem do sumério era através da escrita em língua suméria, o que não correspondia á língua usada pelos alunos em suas práticas cotidianas.

Depois disso, os romanos também procuraram aprender a língua falada pelos povos por eles conquistados, ou seja, o grego.

No Brasil, a preocupação em ensino de línguas surgiu há pouco mais de 50 anos, quando dois lingüistas aplicados resolveram introduzir uma nova forma de ensino. Forma essa em que se excluía o enfoque no típico ensino de línguas clássicas e dava mais ênfase as línguas “vivas ou modernas”.

Como nos relata Almeida Filho (2002) houve ate a tentativa de se estabelecer um método alternativo: o intuitivo, no qual o enfoque seria da língua – alvo na própria língua – alvo.

Porém o método não se firmou no Brasil, predominando-se assim nos anos 60 e 70, não só o ensino de língua como a metodologia ortodoxa norte – americana: o estruturalismo lingüístico junto com bases behavioristas de ensino audiovisual, ou seja, de ouvir, repetir, substituir e no final do ciclo ler, transformando-se numa lista de formas gramaticais vigentes ate hoje no Brasil.

E embora o conhecimento de uma língua estrangeira tenha se tornado um requisito ou um direito para o exercício da cidadania plena não só para os alunos como para a maioria da população, o ensino de línguas estrangeiras no Brasil tem recebido grande critica nos últimos anos.

Alguns estudiosos da área de Lingüística Aplicada tem apontado em seus trabalhos, problemas em relação a metodologia de ensino , a qual tem gerado muitas discussões pelo fato das dificuldades no aprendizado e pelas diferentes concepções de ensino.

Neste trabalho nos basearemos nos estudos do lingüista José Carlos Paes de Almeida Filho que traz em seus trabalhos sobre o ensino de LES (Línguas Estrangeiras) uma abordagem comunicativa, na qual,

(…) ser comunicativo significa preocupar-se. Mais com o próprio aluno enquanto sujeito e agente no processo de formação através da língua Estrangeira. Implica menor ênfase no ensinar e mais força para aquilo que se abre ao aluno possibilidade de se reconhecer nas práticas do que faz sentido para a sua vida do que faz diferença para o seu futuro como pessoa.

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